Se você já passou horas configurando MCPs (Model Context Protocol) em diferentes clientes, ambientes ou projetos, sabe exatamente do que eu estou falando.
Você copia um JSON daqui, ajusta credenciais ali, muda endpoint, troca chave, testa… funciona. Aí decide usar outro cliente. E começa tudo de novo.
Depois cria outro projeto. E repete. De novo.
Chega uma hora que a pergunta vem naturalmente:
Por que eu estou configurando as mesmas coisas várias vezes?
Foi exatamente essa dor que me fez olhar com mais atenção para o MetaMCP.
O que é o MetaMCP?
O MetaMCP é um agregador de MCPs. Em vez de configurar cada servidor MCP separadamente em cada cliente, você centraliza tudo em um único lugar.
Ele funciona como uma camada intermediária entre seus clientes MCP (Claude Desktop, Cursor, Windsurf, etc.) e os diversos servidores MCP que você utiliza.
Na prática, ele se comporta como um servidor MCP unificado que agrega vários outros MCPs por trás.
Você pode conferir o projeto aqui:
👉 https://github.com/metatool-ai/metamcp
O problema que ele resolve
Imagine que você tenha:
- Um MCP para dados de produto
- Outro para buscar informações de usuário
- Um para logs ou analytics
- Mais alguns experimentais
Agora imagine precisar declarar todos eles manualmente em cada cliente MCP que você usa.
Se mudar uma chave de API? Atualiza tudo.
Se trocar um endpoint? Atualiza tudo.
Se adicionar mais um MCP? Atualiza tudo.
Isso não escala.
Como o MetaMCP funciona
O MetaMCP centraliza a configuração e expõe um único endpoint para os clientes.
Por baixo dos panos ele:
- Lê a configuração de múltiplos servidores MCP
- Agrega todas as ferramentas disponíveis
- Expõe um único endpoint MCP
- Encaminha cada chamada para o servidor correto
Ou seja, seus clientes passam a conversar com apenas um ponto de entrada — e o MetaMCP faz o resto.
Funcionalidades interessantes
1️⃣ Agregação de múltiplos MCPs
Você pode conectar vários servidores MCP e tratá-los como um único servidor lógico.
2️⃣ Namespaces
Permite organizar MCPs por contexto, projeto ou ambiente, evitando bagunça.
3️⃣ Middleware
Como ele atua entre cliente e servidor, é possível aplicar regras, filtros, logs e controle de acesso.
4️⃣ Um único endpoint estável
Você não precisa mais alterar configurações em todos os clientes sempre que algo mudar internamente.
Como usar com Streamable HTTP
Uma das formas mais simples de integrar o MetaMCP é utilizando Streamable HTTP, que permite que clientes MCP se comuniquem com ele através de um endpoint HTTP padrão.
Depois de iniciar o MetaMCP, ele estará disponível em uma url
http://localhost:3000
Ao cadastrar um endpoint no MetaMcp, você terá um endpoint com o nome que você determinar no padão /metamcp/{endpoint}/mcp
Exemplo genérico de configuração:
{
"mcpServers": {
"metaMCP": {
"command": "npx",
"args": [
"mcp-remote",
"https://localhost:3000/metamcp/{endpoint}/mcp",
"--header",
"Authorization: Bearer ${AUTH_TOKEN}"
],
"env": {
"AUTH_TOKEN": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx"
}
}
}
}
A partir daí, o cliente passa a enxergar todas as ferramentas agregadas pelo MetaMCP como se fossem um único servidor MCP.
Internamente, o MetaMCP se encarrega de redirecionar cada chamada para o servidor correto, sem que o cliente precise saber disso.
Se você quiser alterar, adicionar ou remover MCPs conectados, a mudança acontece apenas no MetaMCP — seus clientes continuam apontando para o mesmo endpoint.
Conclusão
No fim das contas, o MetaMCP resolve algo simples: evitar repetição desnecessária.
Menos configuração duplicada. Menos arquivos espalhados. Menos retrabalho.
Mais tempo construindo.
Se você trabalha com MCP e sente que está sempre reconfigurando as mesmas coisas, vale muito a pena explorar o projeto:

